As figuras de roca de S. Roque

Hoje sei que o sentido dramático é o que me prende a atenção no barroco. Essa constante representação, que atinge toda a arte e a literatura, é capaz de dar a ver um perpétuo movimento numa veste ondulante, numa metáfora, num verso, numa voluta desenhada na pedra. Da mesma forma, essa figuração de lampejos de…

dois rios, de Tatiana Salem Levy

Há pessoas que chegam para nos destruir. Outras para nos salvar. Dois rios,  2012, p. 13 Finalizo o artigo para a edição online dos trabalhos apresentados em Salamanca, no congresso La Lengua Portuguesa, organizado por Angel Marcos de Dios no final de maio. Como sempre me acontece, o texto final está bem diferente da comunicação…

Peregrino do Paraíso: gramática da criação

O número 2 da revista Teografias, de 2012, foi um dos mais interessantes, com o tema Gramáticas da Criação: Adão, Eva e outros mitos. Para este artigo fui buscar uma das narrativas barrocas mais significativas e dei-lhe por título “Peregrino do Paraíso: o compêndio narrativo de Nuno Marques Pereira“. Foi uma revisitação bem interessante e…

Teografias I: guerra interior, conversão e alegoria

Está disponível online o primeiro volume do projeto Revista Teografias, impresso em 2011. Naquela altura falei da Guerra Interior, de Matias de Andrade, ainda em preparação artigo com o título Guerra Interior: conversão e alegoria. Os objetivos foram cumpridos: Com o estudo desta narrativa alegórica, de edificação, reflexão e didática religiosa, a Guerra Interior (1743), de…

Metamorfoses da santidade

O António Manuel sabe que o tema desde colóquio, “metamorfoses da santidade”, não me passaria nunca ao lado. Por muitos motivos, mas sobretudo pelas simpatias da alma que me ligam à literatura espiritual barroca, que constitui um vasto manual para esse estado de conformidade entre a vontade do homem e a vontade de Deus. Contudo,…

O meu mundo é redondo e amarelo

Queria que o meu mundo fosse assim, redondo e amarelo. Queria mergulhar nestas pequenas flores e matar a sede com aquela água doce que delas se desprende, lamber das patas este maná que todos os dias me é dado, não sei donde, nem sei como. Queria que não ficasse de noite… que esta luz dourada…