Chamo-me ovelha

Fiquei quieta a olhar. Decorei-lhe o gesto e vi como a paixão florescia entre as mãos e os olhos. Recolhi a luz dentro de mim.

Ana de Santa Cruz

Eu olhei primeiro e voltei para trás. Pedi-lhes que esperassem e apressei-me a mudar de objectiva. Aproximei-me do muro, sorrindo e fotografando ao mesmo tempo.

Elas ficaram quietas à minha espera. Baliram. Depois, como que obedecendo a um sinal comum, viraram costas e afastaram-se.

Curiosidade recíproca. Ou talvez apenas a forma de ser feliz com a luz da manhã num dia de primavera.

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