Tu, cristal em chamas derretido

(…)

Tu, que em um peito abrasas escondido,
Tu, que em um rosto corres desatado,
Quando fogo em cristais aprisionado,
Quando cristal em chamas derretido,

Se és fogo, como passas brandamente?
Se és neve, como queimas com porfia?

(…)

Gregório de Matos, do soneto ”Ardor em firme coração nascido!”

 

Não, não havia fogo. Até havia, mas era outro fogo. E detrás das nuvens havia lua. O eterno jogo do ser e do parecer. O mais são nuvens que correm.

© Sara Augusto, Mondego 2016

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